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Conhecimento

Você já deu feedback?

Engraçado, mas toda semana que vou dar início a um novo artigo, começo por um assunto que muitos nem sequer levam em consideração. Relato tal fato, pois diariamente vejo como a falta de feedback ou o seu excesso, é maléfico às pessoas, profissionais e empresas, ou melhor, a todos e a qualquer um. Sim, mas o que seria o feedback?

Bom, fui buscar dentre inúmeros conceitos e escolhi o utilizado em teorias da Administração de Empresas. Trata-se de um parecer sobre uma pessoa ou grupo de pessoas na realização de um trabalho com o intuito de avaliar o seu desempenho. Com origem etimológica na língua inglesa, o ‘feed back’ significa realimentar ou dar resposta a um determinado evento ou ação já concretizada. Resumidamente, acredito que seria a forma de expressar sua opinião, ponto de vista e pensamento sobre algo, podendo ser recebido de forma negativa ou positiva. O grande problema é que sofremos da falta dessa prática, ou será que você nunca passou por um determinado momento em que você aguardava a opinião de alguém, e esta nunca veio? 

Sempre avaliamos tudo o que fazemos e vivenciamos, seja quanto ao atendimento em um determinado estabelecimento, seja no contato com amigos e inúmeras outras relações. O grande problema é que não fomos ensinados a expressar nossas avaliações. Muito menos em receber avaliações dos outros. E aí, passo a perceber que o nosso problema não é quanto a dar ou receber o feedback, o problema é quando estes são negativos. Mesmo assim, se forem positivos, poderão ser seguidos de alguma piada ou comparativo. É impressionante como feedbacks negativos são os que mais marcam presença nas avaliações. 

Certa vez, acompanhei a entrega de um empreendimento para alguns clientes. Durante a vistoria do imóvel, recém-concluído, só via o casal reclamando do acabamento, da pintura, do caimento da pia da cozinha, dentre outros. Reclamação generalizada. Percebi a atendente da construtora triste, mas argumentando de todas as formas o compromisso da construtora em fazer o melhor e que tudo seria ajustado. Apesar da tristeza aparente, a atendente não desanimou e fez de tudo para resgatar aqueles clientes insatisfeitos. Ela até arrancou alguns sorrisos, demonstrou empatia e acima de tudo, era profissional. Bom, concluída a vistoria, vimos o caso seguindo seu caminho, deixando suas reclamações e apontamentos na vistoria, mas satisfeitos em saber que tudo seria resolvido da melhor forma, como prometido pela incansável funcionária. Mas não foi aí que vi a forma do feedback negativo, pois, quando o supervisor de obras chegou ao apartamento, foi pior que os clientes. Ele contestou todos os pontos sinalizados pelo casal, disse que eles estavam esclerosados, e que a atendente era incompetente, pois deixou os clientes fazerem o que queriam e por causa dela, ele teria um ‘trabalhão’ para resolver as pendências do apartamento. Pois é, o esforço que a atendente fez para ser prestativa aos clientes foi embora e deram lugar aos prantos e soluços. Apesar de ter feito de maneira exemplar todo o trabalho do atendimento, a crítica de um colega a derrubou, ainda mais uma crítica sem fundamento.

Bom, assim como as pesquisas, o feedback é de extrema importância para o mercado. Sem estas avaliações e percepções dos clientes, as empresas demoram mais a crescer. 

Enfim, concluo exaltando que as empresas e pessoas não devem apenas escutar o que querem ouvir, devem escutar o que precisam ouvir. Mas saiba falar, identificar e dar seu feedback. Você está pronto para receber e dar feedback?

Nos dê o seu via contato@immobile.arq.br

Expedito Júnior
NOVA SERGIPE, Urbanismo para Negócios
IMMOBILE Arquitetura pensada
Arquiteto e Urbanista
Especialista em Gestão Urbana e Ambiental
CAU - RN: A39243-0